Perguntas e Respostas

O Terrier brasileiro para iniciantes
1. Posso ter um Terrier brasileiro em apartamento?
Geralmente se constata que as dependências físicas de um apartamento podem ser muito restritivas às necessidades de espaço que um cão demanda para seus exercícios, e com o Terrier Brasileiro não é diferente . Não existe uma relação estabelecida de metragem quadrada apropriada ao Terrier Brasileiro.  Cada situação deve ser olhada nas suas particularidades. Há apartamentos pequenos e há donos que compensam estas restrições levando seu cão, com freqüência, a rua e a lugares públicos, por exemplo.
2. O Terrier brasileiro late muito?
Dizer que um cão late muito, mais ou menos, ou pouco, é uma análise de base subjetiva. Há cães que latem mais que outros. Há cães capazes de latir ou uivar em função de solidão. Ao mesmo tempo, o latir excessivo sempre pode tentar ser corrigido por meio de métodos educativos. É sempre interessante consultar um especialista em comportamento, para os casos que ultrapassam nossa capacidade de tolerância ou entendimento.
3. Quais são as doenças mais comuns na raça?
Não há propriamente doenças mais comuns à raça. O Terrier Brasileiro é um cão extremamente rústico, fruto de seleção natural brasileira. Ainda assim, cabe dizer que ele é capaz de contrair as mesmas doenças bacterianas, virais e parasitárias que afligem as demais raças. Para algumas doenças há vacinas. Com o avançar da criação do Terrier Brasileiro no Brasil e no mundo, algumas doenças que até então não haviam sido diagnosticadas na raça, o foram. Mesmo  sendo doenças de rara casuística no Terrier Brasileiro, é importante citar algumas delas: atrofia progressiva de retina, displasia coxo-femoral, entre outras. Destas doenças ditas “raras”, a sua maioria possui determinação genética. Assim, é importante conhecer  bem a história dos pais, e o que eles produzem como descendência. Antes de adquirir um filhote visite canis, fale e pergunte muito a seus proprietários. Biologia não é matemática, e muitas vezes, não é possível adivinhar como se desenvolverá um filhote. Por  outro lado, quando temos mais informações sobre a linhagem temos menos chance de errar.
4. Que vacinas meu cachorro precisa receber?
As vacinas triviais devem ser aplicadas (vacinas contra cinomose, parvovírus canino, coronavírus, hepatite, raiva, leptospirose, etc…). Entretanto, há casos em que, por orientação médico veterinária, outras vacinas deverão ser ministradas ao cão, como vacina contra tosse dos canis, contra giárdia, ou mesmo reforços das demais vacinas, se a área em que se encontra o animal for de risco específico para alguma doença em particular.
5. Qual é a importância de ter um pedigree? O pedigree é um documento que, em princípio, atesta a seriedade imprimida pelo criador aos seus produtos. O pedigree deve ser um documento que traduza o estudo do criador nos acasalamentos de modo a que a raça mantenha suas características fixadas no seu standard, seu esperado temperamento, e, principalmente, que revele os cuidados do criador com a prevenção e  de taras e doenças de origem genética.
6. O dono do canil está cobrando um valor adicional para que eu receba o pedigree do meu cachorro. Isso é correto?
O que deve-se saber é que a emissão do documento em si mesmo – o pedigree -, não tem preço excessivo. Considere-se ainda que, para as raças nacionais, a Confederação Brasileira de Cinofilia estipulou que o preço dos pedigrees para tais raças custa a metade do valor das demais. Assim, há que se ver que valor estará sendo informado pela emissão de um pedigree… Essa é uma informação de caráter público que pode ser passada ao comprador do filhote. O preço de um cão contempla, também, o valor do pedigree. Mas esse documento não é o único a regulá-lo. O preço de eum cão é também a expressão da riqueza de detalhes que pode ser obtido ao estudá-lo diante de um possível acasalamento, por exemplo. O pedigree, em última análise, expressa que houve elaboração para a produção de determinado animal. Um pedigree auxilia a promoção de uma raça. É sempre fundamental que se considere que o pedigree , para o Terrier Brasileiro é uma conquista, e não há porque não exercê-la. Antes mesmo de o comprador valorizar ese documento, cabe ao criador explicar sua importância e afirmar que ele, enquanto criador, é o maior interessado em comercializar um cão com pedigree.
7. O que devo observar ao visitar um canil?
Deve ser observado a higiene, o espaço, o sol, o estado físico e a alegria dos filhotes. Algo semelhante deve ser observado em relação aos pais. E, converse, pergunte muito sobre  a origem dos filhotes, linha de sangue, doenças de origem genéticas, vacinas, everminações, enfim,tudo o que foi sugerido anteriormente.

8. Tenho filhos pequenos. Preciso ter algum cuidado especial em relação ao cachorro?
Sempre há que se ter cuidados especiais quando de convivência de animais com crianças. Esse cuidado deve contemplar os dois lados: as crianças devem aprender a respeitar o animal, tratá-lo bem, respeitar seus momentos de descanso, e a criança precisa ter a consciência de que o cão não é um brinquedo. É um companheiro com quem se pode brincar. Pelo lado da proteção da criança, os pais devem manter o cão sempre com boa saúde, everminado, vacinado e educado de modo a controlar seus ímpetos de agressão, ou a baixa tolerância à frustração. A frustração do animal Principalmente em relação a situações em que se imagina que possa reagir negativamente), pode resultar em agressão a seus donos e às crianças, inclusive.
9. Já tenho um gato. Posso comprar um Terrier brasileiro?
Em princípio, o Terrier Brasileiro, assim como a maioria dos cães, não costuma ser tolerante com os gatos. No entanto, quando criados juntos, muitas vezes se consegue com que se estabeleça uma boa relação entre essas duas espécies.
10. O Terrier brasileiro convive bem com outros cachorros?
O Terrier Brasileiro é um cão que, em princípio, é desconfiado em relação a estranhos e outros animais. Ele pode e deve ser socializado e bem educado, o que não significa perder suas características raciais. O Terrier Brasileiro é um terrier e, como todo o cão do tipo terrier, é um cão territorialista e não tolera invasões de sua área. Evidentemente, se ensinado desde pequeno a conviver com outro cão poder-se-á chegar a convívios amistosos.